quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

"Isso é coisa de veado"


Parace título de matéria sensacionalista de jornalzinho de quinta, eu sei, mas tenho refletido bastante sobre certas convenções.

Vivemos num mundo onde a hipocrisia não possui limites e para cada lado que se vai existe uma patrulha desproporcional de seu comportamento.

O título, naturalmente, é uma brincadeira corriqueira entre amigos. E é justamente assim, no microcosmo de uma amizade, que podemos perceber como está arraigado em nós os conceitos de policiamento ao próximo. Se devemos o tempo todo ficar preocupados com nosso comportamento - inclusive com alguém de quem se gosta - imagina-se então a extensão disso ao aumentarmos o raio de atuação de nossa vida, partindo pra vizinhança, a cidade chegando até a sociedade como um todo.

Há um tempo vejo palavras da moda. Uma das que mais me irritam é tabu. Vai ser desagradável assim lá no inferno. Para tudo existe um bendito tabu. Seja no futebol, na política ou em relacionamentos.

Meu conceito em relação a isso não poderia ser mais simplório: tabu, assim como regras e leis, parecem nascerem fadados a serem quebrados.

Seja você mesmo, sempre. O que o ser-humano tem de melhor é sua originalidade - desistir dela pelo que outros acham não é o melhor. Refletir no todo é prudente, mas não o essencial. Copérnico foi contestado ao dizer que a Terra se movia e não era o centro do universo. A sociedade não queria isso, a igreja tão pouco poderia concordar com a idéia. Mas seus estudos apontavam para isso e ele não mudou sua linha de raciocínio.

Personalidade: meio caminho andado para o sucesso.

Então que se dane se "isso é coisa de veado".


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Bom Carnaval a todos!

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Este post é dedicado ao Fê


Ouvindo:
Keane - The Night Sky

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Mais uma vez

É algo fora do aceitável a capacidade que tenho para me machucar.

Na foto se vê o resultado da minha mais nova premiação. Como todo sábado, fui jogar meu futebol com os amigos e, como sempre, fazemos o revezamento no gol. Lá estava eu todo sossegado, com meu time ganhando o jogo tranquilamente. de repente vem o adversário num contra-ataque rápido e o idiota aqui resolve tentar impedir o gol. O cara dá um chute muito forte na bola, que vem em direção ao meu rosto e, nem tanto pra evitar o gol, mas para proteger a face, levo a mão até a bola que, numa fração de segundo é torcida pra trás. Escanteio, gol evitado. Todos esfusiantes. Menos eu, que tentava, inutilmente, disfarçar a dor. Um solidário amigo assume o posto de goleiro e volto pra linha. Correndo, sob chuva, nem sinto mais a mão. Somente até acabar o jogo.

Passados dois dias e com a mão totalmente inchada, resolvo ir ao ortopedista que, após uma radiografia, dá seu veredicto: um pequeno trauma (leia-se 'fissura') num osso do pulso do qual não me lembro o nome. E dá-lhe gesso. No pulso esquerdo. E sou canhoto!

"Amo muito tudo isso".

Mas de um jeito ou de outro tiro isso até o final da semana. Afinal, sábado tem jogo!


Ouvindo:
Lifehouse - Good Enough

domingo, 20 de janeiro de 2008

Acredite


Não deixe de subir as escadas por parecerem demasiadamente grandes. São elas que nos levam normalmente ao melhor dos caminhos.

Impressionante como uma simples virada de ano pode alterar completamente o padrão de nossas vidas. Evidente que isto é algo muito mais psicológico do que real, mas sinto que somos capazes de renovar nossas próprias expectativas quando acreditamos que pode se tornar palpável.

Este ano de 2008 tem sido, em poucos dias, algo que supera quaisquer anseios que tenha gerado antes dele chegar. Sinto isso muito mais como uma oportunidade que eu mesmo tenho me oferecido. Inúmeras coisas que havia deixado em segundo plano em minha vida adquiriram agora, porque concordei com isso, uma nova dimensão.

Tenho me sentido mais leve, mais estável e, principalmente, mais saudável. Estava descrente no ser-humano e sua capacidade de criar círculos virtuosos e, não mais que de repente, volto a acreditar. Acreditar que posso buscar novos caminhos, novas experiências, novos valores.

Não há mais pessimismo. Não há mais angústia. Há simplesmente minha vida, com meus valores. E isso é o que realmente importa.

Não me interesso mais por situações que me desagradam e, colocá-las em seu devido lugar e dando-lhes o valor que realmente têm, é uma tarefa tão agradável quanto difícil. Mas garanto que é recompensador.

Não supervalorize o que deve ser desprezível: não faz bem e não vale a pena.

Acredite, a vida pode ser sempre melhor. Fique atento à campainha, nunca se sabe quem pode estar do outro lado de sua porta!

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Quero ir ao cinema ver "O Caçador de Pipas". Quem leu o livro sabe o quanto a busca pela redenção é significativa. E necessária.


Ouvindo:
Timbaland & One Republic - Apologize

domingo, 13 de janeiro de 2008

Grata surpresa

Sempre fui um cara apaixonado por desenho. Quando criança, tinha cadernos e mais cadernos de folhas em branco, que ganhava de meus pais para poder exercitar. Caixas de lápis-de-cor para mim era com uma jóia: detestava emprestá-los, guardava todos organizadamente e apontá-los parecia uma tortura. Recordo-me quando ganhei minha primeira caixa de 36 cores da Faber Castell. Quase fiquei maluco. Foi na década de 80 e, por incrível que pareça, mesmo não utilizando mais, a tenho até hoje, como uma relíquia.

O tempo passou e cheguei ao que antes era chamado colegial. Fazia curso técnico e, como todo adolescente, tinha "minha galera". Muitas pessoas entraram e saíram da turma durante os meus 4 anos na ETE (Escola Técnica Estadual) de São Bernardo. E foi nestas idas e vindas que conheci o Rodrigo. Um cara bacana, simpático e que atraiu minha atenção de imediato pois sempre andava com uma pasta bem grande. Apesar dele estar fazendo o curso de "Laboratorista Industrial", trabalhava nos Estúdios Maurício de Sousa. Putz, foi minha glória, pois passávamos bastante tempo conversando sobre isso, minha curiosidade era inesgotável sobre o assunto e acabávamos invariavelmente com ele me mostrando os primeiros traços de próximas histórias da Turma da Mônica.

Em 1994, no meu aniversário, fizemos uma comemoração e ganhei um cartão, desenhado pelo Rodrigo, em que retratava os mais próximos da turma. Traçado em grafite azul, usado em estúdios, e sem a arte-final, fiquei encantado. Este é o cartão:

Até por ele estar trabalhando desenhando Mônica, Cebolinha e outros personagens é natural que o traço dele pendesse para aquele estilo. Muito bacana.

Minha família se mudou de São Bernardo para Mogi e, mesmo com juras de amizade eterna - comuns a esta fase da vida - nos afastamos, cada um seguindo teu caminho. Alguns casaram, têm filhos, sua família. Outros nem notícias tive mais.

Pressão por trabalho, responsabilidade crescente, preocupações, comodismo... resultado: eu nunca mais desenhei.

Até que li uma notícia no dia 17 de dezembro que me chamou atenção. Na página principal do UOL estava a seguinte manchete: "Brasileiro é escolhido melhor desenhista de 2007 por revista dos EUA" . Atraído por essa minha antiga paixão fui ler a matéria e qual não foi minha surpresa? O tal melhor desenhista é justamente o Rodrigo. Fiquei emocionado, de verdade. Entretanto ele não usa mais o primeiro nome, artisticamente é chamado pelo segundo nome e sobrenome: Ivan Reis (acredito eu que até por uma questão de pronúncia no inglês). O cara sempre foi talentoso, mas isso supera quaisquer expectativas.

Quero deixar aqui, mesmo não tendo mais contato com ele, meus sinceros parabéns e minha reverência. É necessário, além de muito talento, dedicação, esforço, abdicação e perseverança para atingir um patamar assim. Parabéns Ivan Reis (para mim, sempre Rodrigo).

Aqui é um desenho dele que foi publicado na reportagem:


Em tempo: no Fantástico do último domingo, a cada volta de intervalo comercial, foram exibidos desenhos dele. Magnífico.

Ouvindo:
Ira! - Eu Vou Tentar

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Make Me Happy

Sempre gostei do som desta expressão: meique-me répi.

Mas, espera um segundo: tem algo errado aí.

É natural do ser humano criar uma carga de tarefas para o outro resolver, tentando se desvencilhar daquilo é sua "obrigação". Mas está certo?

Não.

Ora, como posso pedir pra alguém: "me faça feliz"? Sou eu quem deve se permitir ser feliz. Ou não.

Tenho que criar minhas próprias regras, afinal estou falando da minha vida. Sou eu quem decide o melhor (?) caminho a seguir, portanto tenho que criar as condições certas para que ele seja bem pavimentado, sinalizado corretamente e com visibildade adequada para que eu possa fluir tranquilamente por ele.

Como muita coisa na vida, o assunto acaba por tornar-se inconclusivo. Mas é certo que minhas diretrizes serão fundamentais para a minha própria felicidade. O outro faz parte, colabora, participa, mas não define. Esse papel é meu. Não fujo dele. Não mais.

Continuo gostando da expressão, contudo é possível ver nela um pedido que não depende de ninguém a não ser de nós mesmos.

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Tá muito calor estes dias... uma dificuldade lascada pra dormir. No meu quarto há um ventilador de teto, mas o infeliz começou a fazer um barulho constante, parece tortura chinesa. Ou seja: impossível dormir com ele ligado. E está criado o dilema: não conseguir dormir pelo calor ou pelo ventilador barulhento?

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PS: Ah, não adianta: libra é realmente meu carma!

Ouvindo:
Colby Caillat - Bubbly

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Picharam o arco-íris (?)

O homem destrói tudo do que se aproxima, seja natural ou o que ele mesmo criou.

Quando seremos capazes de mudar isso?


Ouvindo:
Snow Patrol - Open Your Eyes

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

E 2008 finalmente chegou!



Olá meu povo!

Salvem todos, muita paz, saúde e tudo que for necessário para que a vida seja vivida intensamente neste ano.

Priorizar o que realmente tem valor, retribuir em dobro o amor que recebemos, ser íntegro e cultivar com carinho as novas oportunidades que nos são oferecidas. E, é claro, cuidar cada vez mais do bem mais precioso que temos: a família.

Estou com as expectativas renovadas e vejo diversas possibilidades para uma nova fase desta minha existência. E isto tem me feito muito bem.

Uma atitude real de de carinho e amor de cada vez

Esta é a receita para mudar o mundo segundo Deus, em "A Volta do Todo Poderoso".

Então não é tão difícil se quisermos. Assim seja.

Um grande beijo a todos, perdoem meu sumiço e bola pra frente, que atrás vem gente!


Ouvindo:
N-Phase - Kiss and Say Goodbye