Li a notícia na internet e pude acompanhá-la também no post de um colega blogueiro (veja aqui).
Não é mais exigido agora o diploma para exercício do jornalismo.
Apesar de não ser minha área de atuação, vejo com certo receio tal medida e é preocupante tentar imaginar onde podemos parar. Parece-me que agora uma porteira foi aberta e a lei está dizendo: pode vir quem quiser, aqui é a casa da Mãe Joana.
Haverá sempre os argumentos apoiando a decisão, como "os melhores se sobressairão", mas vejo a questão de uma maneira delicada.
Sendo obrigatório, como era, o diploma realmente deveria ser exigido pelos órgãos que contratam os jornalistas e com as devidas punições para que não o fizesse. Não creio que as normas tenham que ser inflexíveis mas que os casos atípicos sejam tratados como tal, limitadas e rigorosamente analisadas. Todavia sabemos que em nosso país as exceções acabam virando regra e tudo se transforma no samba-do-crioulo-doido.
Sou ator formado - com meu DRT conseguido a duras penas - e já se tornou corriqueiro ver, na TV ou em qualquer outro lugar, pessoas exercendo a profissão meramente por questões estéticas ou comerciais. Ora, há lugar para todos, dirão. Mas não é bem assim. Quando se observa alguém fazendo sem o menor preparo aquilo para o qual você se empenhou, dedicou seu tempo e esforço é triste.
Há muito a se discutir, mas a decisão mostra claramente o caminho que estamos seguindo...
3 comentários:
Aonde é que vamos parar desse jeito, meu Deus do céu..... realmente para se revoltar....
Oi Fá...
Muito bem colocado. Assim como vc tb sou atriz, e me esforcei demais pra isso, enquanto uns bastam tirar a camisa e mostrar o peito ou os peitos e pronto.
Triste demais...lamentável!
Uma amiga minha jornalista tb escreveu sobre isso, dá uma olhada (e lá eu tb falo sobre o assunto)
http://www.blogdaferdi.blogspot.com
Vale a pena ler. Vale a pena sempre discutir e falar sobre.
Beijos queridooooo!
P.s - Ah, obrigada pelo recado amigo! Escrevi mais um post! Ufa....rs!
Dizem que o diploma não será obrigatório por "n" motivos. Um dos mais esdrúxulos foi o de que por exemplo: um ambientalista escreveria melhor sobre meio-ambiente do que um jornalista, um economista ... idem... e assim vai.
Mas fica uma forte questão no ar: então os ambientalistas deveriam fazer as propagandas sobre meio-ambiente e não os publicitários e assim cada um em sua área de atuação.
Ou os professores primários e secundários deveriam doar seus cargos aos que abordariam melhor questões como biologia, ciências...
O mais importante da comunicação, em espeial do jornalismo (que por sinal é desenvolvido incansávelmente durante a faculdade) é justamente a neutralidade daquele que informa, as técnicas que utiliza, os dois lados da questão, a imparcialidade, a ética (e não o lob de cada profissão que faria matérias puxando a sardinha pro seu lado), enfim... Onde está a hospitalizada ÉTICA?
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